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TUDO


O porte de armas para a advocacia e a falácia da isonomia na justiça
Após 16 anos exercendo a advocacia, a gente aprende que a justiça não se faz apenas com teses brilhantes, mas com coragem. A balança está desequilibrada, há uma realidade que o Estado brasileiro insiste em ignorar: a vulnerabilidade física do(a) advogado(a). É hora de falarmos abertamente sobre a urgência do porte de armas para a nossa classe e as insuficiências das propostas atuais. O Princípio da Isonomia: Uma Letra Morta? O Artigo 6º da Lei 8.906/94 (Estatuto da Advocacia)
8 de mai.3 min de leitura


Fábula: A Alfaiataria da Praça dos Três Poderes
Era uma vez, num reino tropical chamado Terra Brasilis, um Conselho de Onze Sábios que vivia em um palácio de vidro tão transparente quanto as suas intenções. No entanto, o custo para manter a transparência daquele vidro era mais caro do que o cristal de quartzo. Um dia, o povo, que andava meio maltrapilho e com a saúde debilitada, começou a olhar para as contas do Palácio. Os Onze Sábios, percebendo o burburinho, contrataram os melhores "Alfaiates Orçamentários" do reino. Es
6 de mai.3 min de leitura


Os gastos do STF à luz da realidade nacional e comparativos internacionais é imoral.
O debate sobre a eficiência e o custo da máquina pública no Brasil é sempre um desafio e baseado na divulgação da proposta orçamentária do Supremo Tribunal Federal (STF) em 2025 e os subsequentes levantamentos comparativos divulgados por veículos como a Gazeta do Povo. Embora a Corte apresente argumentos técnicos e históricos para justificar seu orçamento próximo a R$ 1 bilhão, um olhar crítico sobre esses números revela distorções profundas quando confrontados com a realidad
6 de mai.4 min de leitura


"Togas Sujas"
A Nobreza da Magistratura e a Ferida da Imparcialidade A magistratura é, em sua essência, uma das funções mais solitárias e sublimes de uma democracia. Ser juiz não é exercer um poder de império sobre vontades alheias, mas sim curvar-se diante da soberania da lei e da frieza dos fatos. A beleza dessa profissão reside justamente no equilíbrio: o magistrado é o guardião do silêncio necessário para que a justiça possa falar. No entanto, quando essa liturgia é rompida, o que rest
15 de abr.3 min de leitura


A dor coletiva e o futuro confiscado
A nossa dor de agora, sofrida e coletiva, não nasce apenas do caos que estamos vivendo, mas sim de tudo que sonhamos construir como nação e que nos foi roubado. Sofremos, Brasil, não apenas pela conta que não fecha no fim do mês, mas por todos os futuros que deixarão de existir. Sofremos pelos filhos que precisamos criar com medo, pelas cidades que sonhamos seguras e que se tornaram trincheiras. Sofremos por todos os silêncios que gostaríamos de ter em paz, mas que são invadi
10 de mar.2 min de leitura


O Banquete de Erisícton: Quando a fome devora a si mesma
Na mitologia grega, Erisícton foi o rei que ousou violar o bosque sagrado de Deméter. Tomado pela arrogância, empunhou seu machado contra árvores imemoriais, ignorando súplicas e presságios. Como castigo, a deusa infligiu-lhe fome insaciável, assim, quanto mais devorava, mais vazia sua alma se tornava, até que, num estertor de loucura, passou a consumir o próprio corpo. A Polícia Federal, ao batizar de "Erisícton" a operação deflagrada nesta terça-feira na Terra Indígena Roos
24 de fev.4 min de leitura


Isso não é uma carta!
A política atual vive de miragens. Vestem-se de laranja e acenam com obras faraônicas, enquanto a estrutura básica que sustenta a vida desmorona em silêncio. Não está tudo bem. Não estamos melhorando. Estamos parados no atoleiro da inércia, enquanto vendem para a população a ilusão de ótica de que o trem anda. O retrato dessa falência sistêmica está nas "vaquinhas virtuais". O que deveria ser um ato de solidariedade pontual virou política de saúde pública terceirizada. É uma
18 de fev.4 min de leitura


As Barreiras Processuais: Uma nova forma de negar o acesso à justiça
Tenho refletido sobre um fenômeno preocupante que venho observando na prática forense: a criação de barreiras processuais que, sob o pretexto de organizar o fluxo processual ou coibir eventuais abusos, acabam por dificultar, quando não impedir o acesso à justiça, especialmente da população mais vulnerável. O paradoxo é evidente: enquanto os tribunais superiores pacificam entendimentos no sentido de garantir maior amplitude ao acesso à justiça, segmentos do judiciário de prime
17 de fev.5 min de leitura


Gratuidade da Justiça: O STJ Ensina, mas a base teima em não aprender
A Distância Entre o Teto e o Chão da Justiça Um dos pilares do Estado Democrático de Direito é o acesso à Justiça. Na prática, porém, esse acesso esbarra em uma questão primordial: os custos do processo. Para enfrentar esse obstáculo, a legislação brasileira estabeleceu o instituto da assistência judiciária gratuita. Já tem um tempo considerável que decisões de primeiro grau têm reacendido um antigo (e perigoso) equívoco interpretativo: a exigência de prova documental detalha
10 de fev.3 min de leitura


O Custo das Varas Genéricas
A classificação de uma comarca não é um mero detalhe burocrático. Ela define sua estrutura, seus recursos, o nível de especialização que a sociedade pode esperar do Poder Judiciário, bem como sua história. Em Espigão d'Oeste, vivemos um paradoxo jurídico: somos, em tese, uma comarca de segunda entrância, mas operamos, na prática, com a estrutura de uma primeira entrância. Isso tem um custo real e alto para a prestação jurisdicional, uma reestruturação precipitada que descons
3 de fev.3 min de leitura


Comentário ao livro de Mark Manson, sobre a Arte Sutil de Dizer "F*da-se" para o que realmente não importa
Mark Manson, em "A Sutil Arte de Ligar o F*da-se" , cutuca essa ferida com um dedo cínico e necessário. Ele não nega a realidade do sofrimento, mas questiona a qualidade dos nossos problemas. A tese central é brutalmente simples: temos uma quantidade limitada de foda-se para dar na vida. O grande desafio, então, é gastar essa moeda preciosa apenas com o que verdadeiramente importa. Há uma ideia errada que flutua por aí: a de que "ligar o foda-se" significa ser irresponsável,
10 de nov. de 20253 min de leitura


O paradoxo de ouvir sem escutar
Caso concreto em análise: O IRDR n. 0804673-43.2025.8.22.0000 e as ditas controvérsia sobre tarifas bancárias Um exemplo contemporâneo da aplicação do IRDR e de sua relevância para o direito do consumidor é o IRDR n. 0804673-43.2025.8.22.0000 , atualmente em tramitação no Tribunal de Justiça do estado de Rondônia. Este incidente tem por objetivo central uniformizar o entendimento das Câmaras Cíveis sobre a espinhosa questão da "Legalidade ou não da cobrança de tarifas bancá
31 de out. de 20257 min de leitura


Juiz federal julga procedente pedido da OAB/RO para proibir controle de ponto de advogados públicos em Espigão do Oeste
Em decisão que reforça as prerrogativas da advocacia pública, o Juiz Federal Rafael Angelo Slomp , da Vara Federal Cível e Criminal de...
8 de out. de 20252 min de leitura


A Ausência de Inteligência na Investigação Ambiental pelos Órgãos Federais no Brasil
O Decreto nº 6.514/2008 e a Instrução Normativa Conjunta MMA/IBAMA/ICMBIO nº 1/2021 estabelecem critérios rigorosos para a medida extrema...
26 de set. de 20253 min de leitura


A ausência de aplicação da função pedagógica e inibitória na reparação por dano moral agrava o problema na raiz
A reparação por dano moral não tem caráter meramente compensatório, mas também – e sobretudo – pedagógico e inibitório. Sua finalidade é...
2 de set. de 20252 min de leitura


A Culpalização do Usuário pela Própria Falha do Sistema
Quantas vezes você, advogado(a), já se viu encurralado(a) por um sistema que falhou, mas quem acabou levando a culpa foi você ou seu...
2 de set. de 20253 min de leitura


Reconhecer o problema já foi um avanço. Mas fixar R$ 500 mil de dano moral coletivo - menos de R$ 1 por unidade consumidora - nos faz questionar se haverá qualquer incômodo para a concessionária
Apagões em Rondônia e Acre: Justiça Federal condena empresas de energia a pagar R$ 500 mil por danos morais coletivos Na última semana,...
3 de jul. de 20254 min de leitura


Ilícito Lucrativo: a nova cara do retrocesso na Justiça.
Quando lesar o consumidor compensa e defender direitos virou alvo de crítica. Tempos estranhos Vivemos em Rondônia um tempo estranho: o...
4 de jun. de 20255 min de leitura


Crítica à Padronização de Decisões Judiciais e à Falta de Fundamentação Concreta
O Poder Judiciário, em tese, deveria ser o espaço por excelência da análise criteriosa, do debate jurídico aprofundado e da aplicação do...
29 de abr. de 20254 min de leitura


Não acredite, vá ver por conta própria: o antídoto contra a ignorância e a passividade
Vivemos na era da informação, mas paradoxalmente, também na era da desinformação. Notícias falsas, discursos inflamados e promessas...
2 de abr. de 20252 min de leitura
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